segunda-feira, 6 de julho de 2009

Cobra

Confio em pequenos gestos.
Nos grandes tem olho.
Barriga.

Quando ela passa,
minha língua acompanha
o contrair de sua panturrilha.

A dúvida faz arder.
Quanto ferro puxa,
aquela musculatura?

14 comentários:

Eduardo Martins disse...

Muito bom!!! Gosto do seu jeito de fazer poesia. Elas são atuais, trabalham bem as idéias, usa o título como parte entendedora do texto, sarcáticas, instigadoras...
Parabéns... seguirei-o
abraço

Anônimo disse...

melhor entender e compreender esses animais,as' vezes ameaçadores,mas sempre fascinantes.

Beto Canales disse...

muito legal

Anônimo disse...

o fascinio de tua linguagem pormenorizada,porem acessivel,despertam atraçao por sua inegavel beleza e saudavel instinto de autopreservaçao! bravo!!!!

Leandro Fonseca disse...

um quê de sensualidade

Alessandro Tristão disse...

Gostei em especial: "Confio em pequenos gestos e a dúvida faz arder"
Legal. Abraços!

Anônimo disse...

Todos somos na essência olhos de cobra...Parabéns pela construção do poema, fascinante!!!Isto sim é poesia!!!Lilian

DIABINHOSFORA disse...

"A dúvida faz arder."

Muito expressivo! Sim, as dúvidas até nos queimam de tanto arder!

Até ao próximo post:))Um abraço

Philip Rangel disse...

expressividade...assim q classificoo

Felinea disse...

sou fã dos pequenos gestos.

:))

bom final de semana, garoto!

Rafael disse...

Interessante, não entendi direito, mas não que eu tenha que entender algo pra poder gostar daquilo. Logo, gostei.
Daquilo.
Da quilo;
Ali
à Li
i Lo
o Il
l Ai
Ae, muito bom.

Memória de Elefante disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Anônimo disse...

A cobra esgueirando-se pelas fendas.Gostei!
Abç

Ricardo Valente disse...

Pessoal, muito obrigado pelos comentários. Caminhar junto com vocês é muito bom. Bem vindos os novos. Abraços a todos!